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Cuidar do hoje, construir o amanhã: o balanço de três anos à frente da Celos

Em artigo assinado, o Diretor Presidente Ivecio Pedro Felisbino Filho faz um balanço honesto e detalhado do triênio 2023–2025: patrimônio que chegou a R$ 5 bilhões, rentabilidade acima da meta atuarial em todos os planos, 23.826 beneficiários atendidos na saúde e investimentos que reforçam a solidez da Fundação para os próximos anos.

Mais do que números, o texto revela as escolhas que guiaram a gestão — e o compromisso que seguirá orientando cada decisão: respeitar o legado e pensar no futuro.

Leia o artigo completo.

Cuidar do hoje, construir o amanhã: três anos à frente da Celos

Por Ivecio Pedro Felisbino Filho — Diretor Presidente da Celos, Fundação Celesc de Seguridade Social

Há três anos, ao assumir a presidência da Celos, recebi uma fundação com peso histórico e uma responsabilidade enorme. Recebi também algo menos evidente nos relatórios: a memória de um período difícil — uma trajetória que ainda hoje se faz sentir nos planos de equacionamento, que angustiam tanto os participantes quanto a patrocinadora. Não se tratava de esconder essa história, mas de reconhecê-la com honestidade e, a partir dela, construir algo diferente. Foi com esse espírito que adotamos como lema do nosso planejamento estratégico a frase “Respeito ao Legado, Pensando no Futuro”. Ela não é um slogan: é uma síntese de como entendemos o nosso papel.

Os números falam

Encerramos o triênio 2023–2025 com o patrimônio da Celos chegando a R$ 5 bilhões — um crescimento próximo de R$ 1 bilhão em três anos. A rentabilidade dos nossos planos terminou o ciclo bem acima da meta atuarial em todos eles: o Plano Transitório acumulou +39,26% no período, o Plano Misto +38,07% e o Plano Prev+ +41,25%. Em 2023 e 2025, os três planos superaram com folga a meta de cada ano; em 2024, ano de mercado mais desafiador, os resultados ficaram em linha com a meta, levemente abaixo — uma performance que, no agregado dos três anos, manteve o ciclo seguramente acima do objetivo atuarial. Em 2025, pagamos R$ 407 milhões em benefícios — número que dá a dimensão do tamanho da Celos e do papel que a Fundação cumpre ao injetar esses recursos diretamente na economia, sustentando milhares de famílias e movimentando o comércio e os serviços nas comunidades onde nossos participantes vivem.

Na saúde, a Celos encerrou 2025 com 23.826 beneficiários atendidos por seus planos, com reajustes consolidados no triênio abaixo da média do setor, e com reajuste para 2026 somente pelo IPCA nos dois planos principais — um esforço importante de equilíbrio entre sustentabilidade financeira e acesso. Ampliamos a rede credenciada em mais de 200 prestadores, hoje presente em mais de 120 municípios, e fomos reconhecidos pelo quarto ano consecutivo com o Prêmio IDSS UNIDAS, figurando entre as melhores autogestões de saúde do Brasil — em segundo lugar entre as catarinenses, sexto entre as de médio porte e décimo quinto no ranking nacional.

São números relevantes. Mas, sozinhos, eles contam apenas metade da história.

As escolhas que fizemos

A outra metade está nas decisões que tornaram esses resultados possíveis. Em 2023, revisamos integralmente a Política de Gestão Atuarial — base técnica indispensável para reposicionar a Fundação. Em julho de 2024, lançamos uma nova Política de Empréstimos, mais favorável aos participantes, e a carteira cresceu cerca de 40% desde então. Em novembro de 2024, apresentamos uma nova identidade visual e, junto com ela, relançamos o Plano Prev+ (antigo Celos Família), ampliando o alcance da Celos para além dos planos patrocinados.

Em julho de 2025, reinauguramos a Clínica APS, agora com seis consultórios e atendimento ampliado em medicina da família, psicologia e nutrição. A clínica passou a atender não apenas os beneficiários da Celos, mas também os de outras autogestões catarinenses — SIM, Elosaúde e Casacaresc — por meio de convênios. Em agosto, inauguramos uma nova sede administrativa, projetada para receber os próximos anos da Fundação. E tudo isso sem aumento real no orçamento administrativo: nos três anos do triênio, corrigimos as despesas apenas pela inflação, e para 2026 o reajuste ficou abaixo do IPCA. Além disso, mais de R$ 14 milhões foram evitados em custos de saúde com auditorias e contratações mais qualificadas.

Olhando em conjunto, essas iniciativas formam um único projeto: o de mostrar — com fatos, não com discursos — que estamos diante de uma nova Celos. Uma Celos sólida, transparente, responsável e comprometida com cada um dos seus quase 10 mil participantes dos planos de previdência e dos quase 24 mil beneficiários de saúde. Isso é o que significa, na prática, respeitar o legado e pensar no futuro: honrar o passado e escolher conscientemente o que queremos deixar para quem virá.

Quem fez acontecer

Nenhum dos números deste período seria possível sem o trabalho de muitas pessoas. Quero registrar aqui o meu reconhecimento aos integrantes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, pelo rigor da fiscalização e pela qualidade das decisões estratégicas do triênio. À Diretoria Executiva, pela parceria diária, pela divisão genuína de responsabilidades e pela disposição de discutir cada tema com a profundidade que ele merece. E, especialmente, aos colaboradores da Celos — são eles que viveram cada um dos dias deste triênio, atendendo participantes e beneficiários, mantendo processos rodando, sustentando a operação que tornou tudo o mais possível. Os números deste artigo são, antes de tudo, resultado do trabalho coletivo dessa equipe.

Faço também questão de destacar a parceria com a Celesc, nossa patrocinadora. Uma relação que respeita a autonomia da Fundação, ao mesmo tempo em que reconhece a sua importância estratégica — é essa combinação de respeito mútuo e visão compartilhada que permite à Celos fazer o planejamento de longo prazo com a segurança institucional necessária.

O que vem

Três anos não encerram um ciclo: eles preparam o próximo. A Celos chega ao fim de 2025 mais sólida do que recebemos e melhor preparada para os desafios dos próximos anos. Há trabalho à frente — sempre haverá. Mas há também a convicção de que construímos uma base que pode sustentar muito mais do que entregamos até aqui.

Que o legado que herdamos siga sendo respeitado pelo cuidado com cada participante e cada beneficiário. E que o futuro que estamos construindo continue sendo, todos os dias, motivo de orgulho — para quem está hoje na Celos, para quem virá depois, e, sobretudo, para quem confia na Fundação a sua segurança previdenciária e a saúde da sua família.

Cuidar do hoje, construir o amanhã. Esse é, e seguirá sendo, o nosso compromisso.