Você já deve ter ouvido falar que investimentos são repletos de riscos. Eles podem ser dos mais variados, como: (i) risco de crédito: quando a parte que recebeu seu dinheiro não honra seus pagamentos e se torna inadimplente (exemplo: caso em que emprestamos dinheiro para alguém e este não paga), (ii) risco de liquidez: quando precisamos de dinheiro, mas temos dificuldade em sair de certo investimento, por falta de interessado (exemplo: dificuldade em vender um imóvel no prazo desejado), e (iii) risco de mercado: quando o investimento passa a valer menos, em função dos interessados não estarem mais dispostos a pagar o mesmo preço, pressionando a redução deste (exemplo: oscilação no preço de uma ação).

 

Dentre estes, o risco preponderante visualizado na carteira da CELOS e premente, pelo menos até Outubro/2018, é o risco de mercado. Estes riscos sempre existirão, contudo cabe à entidade administrá-los, com o objetivo de reduzi-los. Uma forma de mitigar estes riscos é a diversificação nos investimentos.

 

O aumento no risco de mercado é reflexo das incertezas políticas sobre a economia brasileira, o que, historicamente, se agravam em momento de eleições presidenciais. Esta indefinição gera maior oscilação nas rentabilidades dos investimentos no mercado financeiro como um todo, impactando tanto a renda fixa com a renda variável.
Como resultado, até os títulos públicos federais (similar aos disponibilizados pelo Tesouro Direto) podem apresentar resultados negativos, como o visualizado em maio/2018, em que o título público federal NTN-B vencimento 2050 apresentou resultado negativo de 5,37%. A bolsa de valores (índice Ibovespa), por sua vez, desvalorizou 10,87%. Já em julho/2018, o movimento foi inverso: NTN-B vencimento 2050 rentabilizou 3,70% e Ibovespa 8,88%.

 

Estes dados indicam que estamos vivenciando o risco de mercado na prática, que possui uma visão mais imediatista. Entretanto, o mais importante é acompanharmos os resultados dos investimentos no curto prazo, mas não nos esquecermos da visão de médio e longo prazo como alicerce para as tomadas de decisão.

 

CELOS

A CELOS tem aproveitado este cenário para aumentar a aplicação em títulos públicos federais com marcação na curva, bem como com taxas superiores a meta atuarial dos Planos. Na modalidade “marcação na curva” (prerrogativa exclusiva para planos fechados de previdência complementar), a rentabilidade do investimento deixa de oscilar conforme a precificação do mercado, fazendo com que esta parcela deixe de ser afetada pelo risco de mercado. Ocorre que o valor aplicado é limitado e precisa observar o fluxo do passivo (obrigações) de cada Plano.

 

Atualmente, os Planos Misto e Transitório possuem aproximadamente 50% dos seus investimentos (excluindo a Dívida Celesc) em títulos públicos federais com marcação da curva. Este é o principal motivo destes Planos terem conseguido manter a rentabilidade no acumulado de 2018, próximas à meta atuarial do período.

 

É importante acompanhar os resultados dos investimentos no curto prazo, mas não esquecer da visão de médio e longo prazos. Uma maior definição e melhora no cenário econômico certamente beneficiaria os resultados dos Planos. A CELOS mantém seu compromisso em buscar uma carteira de investimentos com adequado controle dos riscos e objetivo de rentabilidade que supere a meta atuarial dos Planos que administra.

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