O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ressaltou que a estimativa do governo para o crescimento do PIB em 2018 é de 2%, com viés de alta e pode “até chegar a 3%.” “O nosso cenário base que ainda está no Orçamento é um crescimento de 2% em 2018, mas já existem diversos analistas e economistas com previsões de crescimento maiores, até de 3% ou mais no ano que vem”, disse o ministro. “Eu chamaria de um cenário otimista, mas é um cenário possível.”

 

O ministro ressaltou que apesar da economia global estar em processo de recuperação, há riscos “baixos” de bolhas financeiras globais, que podem dificultar a concretização de um crescimento mais acelerado do PIB no médio prazo. “Uma recomendação que acredito importante que tenha sido feita agora aos formuladores de políticas dos países desenvolvidos que estão de fato atentos a isso é qual seria o risco da economia global”, disse o ministro. “O risco seria um atraso, evidentemente do BC americano e do BC europeu na normalização das políticas monetárias que levassem a uma bolha nos mercados de ativos internacionais e cujo rompimento pudesse gerar um tipo de crise”, ressaltou Meirelles.

 

América Latina 

A Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) estimou nesta quinta-feira (12) que a região crescerá 1,2% em 2017 e 2,2% em 2018, impulsionada pela produção de matérias-primas. A economia venezuelana, no entanto, deve ter uma contração de 8% neste ano e cair 4% em 2018.

 

Bolívia e Paraguai liderarão o crescimento na América do Sul neste e no próximo ano com 4%, seguidos pelos Uruguai (3% e 3,2%, respectivamente). O Peru também melhorará no próximo ano para 3,5%, em comparação com os 2,5% esperados em 2017.

 

Brasil e México, as maiores economias da região, crescerão 0,7% e 2,2% este ano, respectivamente, e 2% e 2,4% em 2018.

 

O PIB (Produto Interno Bruto) da Argentina registrará alta de 2,4% em 2017 e de 2,7% no próximo ano, enquanto a Colômbia crescerá 1,8% e 2,6%, respectivamente. Os danos causados ​​pelos furacões Irma e Maria levaram a uma revisão descendente da estimativa do PIB para o Caribe de língua inglesa ou holandesa, que crescerá em média 0,3% até 2017.

(Dinheirama)

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