A rentabilidade de -054% no Plano Misto e de -0,06% no Plano Transitório deve-se à combinação dos seguintes fatores: baixa na Bolsa de Valores, elevação das taxas de juros dos títulos públicos marcados a mercado e avaliação patrimonial negativa das empresas de energia investidas pelo FIP MULTINER do qual a CELOS é cotista.

 

Títulos públicos
Os títulos públicos existentes na Carteira de Investimentos da CELOS foram afetados pela elevação das taxas de juros desses títulos, principalmente em virtude da instabilidade da situação fiscal brasileira ainda não resolvida pelo Governo. Daí o resultado de -0,77 das NTN-B.

 

Mas isso não significa perda ou prejuízo, mas tão somente o resultado da oscilação no preço das NTN-B no mercado financeiro, o que deverá ser revertido quando o Tesouro controlar o déficit de curto prazo do Governo federal.

 

A maior parte dos investimentos feitos pela CELOS em títulos públicos são marcados na curva, ou seja, as aplicações estão vinculadas às datas do pagamento das obrigações da CELOS com benefícios de aposentadoria. Isso significa que os títulos marcados na curva – ao contrário dos títulos marcados a mercado –, não ficam expostos a estas flutuações contábeis, pois só podem ser marcados na curso se não houver necessidade de resgatá-los até a data do vencimento.

 

Mesmo diante da variação dos títulos marcados na curva, a carteira do segmento de renda fixa, que inclui os investimentos em imóveis e em créditos privados, por exemplo, ainda foi 0,13% no mês de outubro passado.

 

Bolsa de Valores
A renda variável acompanhou a queda da Bolsa de Valores, sendo que dois investimentos da CELOS foram afetados: as ações ON da Celesc caíram 4,31% e o Fundo Sinergia V teve retorno negativo de 2,31%.

 

Estes resultados se devem às flutuações do mercado financeiro, o que também significa que a CELOS não sofreu perda patrimonial, visto que não vendeu nem as ações da Celesc nem as quotas do Fundo Sinergia. Ou seja, uma vez que as ações ou as cotas voltem a se valorizar, os efeitos positivos serão contabilizados na rentabilidade dos Planos da CELOS.

 

Setor de energético
As turbulências no setor de energia, inclusive a baixa vazão dos reservatórios de água, bem como os problemas societários e regulatórios que afetaram o fluxo de caixa das empresas investidas do FIP MULTINER, foram as razões que levaram à queda do valor das cotas do Fundo.

 

As empresas do FIP MULTINER foram reavaliadas pela empresa de Consultoria Theoros, conforme exigência legal, tendo sido recomendada, no Laudo de Reavaliação, a desvalorização dos seus ativos, no percentual de 81%. No entanto, em decorrência de dúvidas não esclarecidas pela Consultoria e pelo Gestor do FIP MULTINER, os cotistas do Fundo – inclusive a CELOS –, pediram a contratação de uma auditoria forense para avaliar com maior profundidade e precisão, a situação do Fundo e das empresas investidas.

 

Política de investimentos
A Diretoria da CELOS considera que estas oscilações fazem parte da dinâmica do mercado financeiro e reafirma sua política de investimentos que concentra cada vez mais os investimentos em renda fixa, especialmente em títulos públicos, atrelados ao pagamento das obrigações com os benefícios concedidos e a conceder a seus participantes e assistidos.

 

Todo esforço é, pois, dirigido à redução dos riscos, embora eles estejam sempre presentes na rotina de investidores institucionais como a CELOS.

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