O Dia Mundial do AVC (World Stroke Day, em inglês) é comemorado anualmente em 29 de outubro. O Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) tem a finalidade de conscientizar as pessoas sobre as formas de prevenção da doença cerebral que mais mata no Brasil.
O que é o AVC?
O AVC também é conhecido popularmente por “derrame cerebral” e acontece quando há uma obstrução em um dos vasos sanguíneos presentes no cérebro. Quando isso ocorre, a parte do cérebro atingida começa a ser destruída.
Existem muitos fatores que podem ser alterados para que o indivíduo não venha a sofrer com um AVC, como a regulação da hipertensão, diabetes, colesterol elevado, excesso de peso, fumo e sedentarismo. O histórico familiar de ataques de AVC também é levado em consideração.
Origem do Dia Mundial do AVC
O Dia Mundial de Combate ao AVC foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2006, em parceria com a Federação Mundial de Neurologia.
A data ficou definida especificadamente para alertar a população sobre os tratamentos e prevenções da doença, além de engajar os profissionais da saúde a melhor orientar os seus pacientes sobre estes cuidados.
Dia Mundial do AVC no Brasil
No Brasil, o Dia Mundial de Combate ao AVC é organizado pela Rede Brasil AVC, uma organização não-governamental que tem o objetivo de melhorar a assistência aos pacientes com AVC em todo território nacional.
Em todo o país, hospitais, escolas e grupos comunitários realizam atividades de conscientização a população sobre os tratamentos e precauções para evitar o Acidente Vascular Cerebral.
Cada vez mais jovem
Um, dois, três, quatro, cinco, seis. Pronto. O tempo que você levou para ler essa primeira frase foi suficiente para que uma pessoa morresse em decorrência de um AVC em algum canto do mundo. Por ano, mais de 17 milhões sofrem com o entupimento ou o rompimento de um vaso que leva sangue aos neurônios. Nesse mesmo ciclo de 12 meses, 400 mil brasileiros encaram o problema. Desses, 100 mil não sobrevivem para contar história, o que faz do AVC a segunda grande causa de óbito no país, atrás apenas do infarto. Pior: a doença começa a atingir gente cada vez mais jovem. A quantidade de pessoas com menos de 45 anos que tiveram essa pane na cabeça aumentou 62% entre 2005 e 2015.
Prevenção é o melhor caminho e isso envolve a criação de campanhas que promovam a atividade física, combatam o excesso de peso, desestimulem o tabagismo e, principalmente, ataquem o consumo exagerado de sal. Em excesso, o tempero promove um aperto em veias e artérias, o que faz a pressão subir. “Sabemos que a hipertensão é o fator de risco mais importante para o surgimento do quadro”, justifica o médico José Francisco Kerr Saraiva, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.
Ao normalizar os níveis de pressão, a probabilidade de um piripaque cerebral cai pela metade. E, pasme, se outros componentes, como colesterol e glicemia, estiverem dentro dos limites, é possível evitar até 90% dos casos dessa enfermidade. “São cuidados de saúde essenciais que cada um de nós precisa tomar para diminuirmos a incidência de AVC”, completa Saraiva.
Como sair do labirinto
Conheça os dez principais fatores que contribuem para o AVC. Ao controlá-los, o risco de passar por essa enrascada cai drasticamente, como mostram os números abaixo:
Hipertensão: 47,9%
Sedentarismo: 35,8%
Colesterol alto: 26,8%
Dieta ruim: 23,2%
Obesidade: 18,6%
Estresse: 17,4%
Tabagismo: 12,4%
Doenças cardíacas: 9,1%
Alcoolismo: 5,8%
O que você pode fazer
Pratique exercício físico regularmente.
Mantenha uma alimentação variada e equilibrada.
Maneire no sal.
Não fume.
Modere nas bebidas alcoólicas.
Consulte o médico e faça check-ups de tempos em tempos.
Conheça as pistas de um AVC: dormência no braço ou no rosto, apuros para conversar, perda da visão, tontura…
Ao notar qualquer um desses sinais, entre em contato com o Samu pelo número 192.
Só vá ao hospital de carro se não tiver uma ambulância disponível.
Se passou pelo AVC, nunca abandone as sessões de reabilitação. Elas abrandam as sequelas.
Geralmente o médico prescreve alguns remédios. Não deixe de tomá-los!
Nunca é tarde para adotar hábitos saudáveis. Eles ajudam a evitar um segundo derrame.
(Exame Saúde)
