O Congresso da Argentina aprovou na manhã desta terça-feira (19) a proposta de reforma da Previdência que tem como objetivo reduzir o déficit fiscal. Houve um longo debate e violentos confrontos entre manifestantes de oposição e a polícia.

 

O projeto, que já havia passado pelo Senado, foi aprovado pela Câmara com 128 votos a favor, 116 contra e duas abstenções, depois de árduas negociações políticas do governo para conseguir apoio a um proposta que reduzirá os aumentos previstos para os aposentados.

 

As mudanças que a reforma apresenta se concentram na modificação da fórmula para calcular os aumentos do montante econômico correspondente às reformas que, segundo o governo, permitirão aos aposentados ganhar mais em 2018, ao contrário da opinião da oposição e dos sindicatos, que consideram que isto constitui uma redução para os setores mais vulneráveis.

 

É por isso que a Confederação Geral do Trabalho (CGT), a maior central operária da Argentina, convocou uma greve nacional de 24 horas em rejeição ao projeto.

 

“Estamos aqui porque vamos ser avós, velhos, e, se esta lei for aprovada, estaremos retrocedendo para um tempo em que as pessoas eram exploradas”, assinalou Carlos Cuevas, da Confederação de Trabalhadores da Educação, na manifestação diante do Congresso.

(Agência Brasil)

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