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Na hora de ir às compras, valorize seu dinheiro e peça desconto

Lembrando que as vendas subiram 1% no comércio varejista brasileiro em abril ante março, segundo o IBGE, pedir descontos e pechinchar sem vergonha devem ser regra, já que o consumidor não está fazendo nada de errado – apenas valorizando seu dinheiro. A dica é de Reinaldo Domingos, doutor em Educação Financeira, que orienta como se deve agir na hora da pechincha.

 

Em primeiro lugar, diga o quanto quer pagar. “Esclareça ao vendedor que quer comprar o produto ou serviço, mas que só pode pagar um valor menor. Ele quer vender, portanto deve fazer um esforço para conseguir o desconto que precisa ou pelo menos parte dele”.

 

Outra sugestão é negociar independentemente da forma de pagamento. “Primeiro pergunte o valor parcelado sem juros. Depois, o quanto seria mais barato pagando à vista. Em seguida, veja se consegue parcelar o valor final (desde que caiba em seu orçamento). Assim terá as melhores condições de pagamento, desconto e nenhum juros”, diz ele, que aconselha, ainda, ter dinheiro na mão para a compra.

 

Lei
O presidente Michel Temer sancionou a lei que possibilita descontos para os consumidores caso o pagamento seja feito em espécie, e não em cartão de crédito ou débito. A lei que regulamenta a diferenciação de preços tem como origem a Medida Provisória (MP) 764/2016.

 

Além de permitir que os comerciantes cobrem preços diferenciados para um mesmo produto em função da forma de pagamento, a medida possibilita a variação do valor em função do prazo de pagamento.

 

Entre as mudanças feitas pelo Congresso ao texto original está a obrigação do fornecedor de informar, em lugar visível, os descontos que são oferecidos, tanto com relação ao meio de pagamento quanto em relação ao prazo. O comerciante que não cumprir essa regra estará sujeito a multas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

 

A diferenciação de preços já estava valendo, uma vez que ela foi apresentada por meio de MP. No entanto, como sofreu alterações durante a tramitação no Legislativo, precisa ser sancionada pela Presidência da República para virar lei. A MP foi apresentada pelo Executivo, em meio a um pacote de medidas macroeconômicas que foram publicadas sob a justificativa de possibilitar o aumento da produtividade no país.

 

A expectativa é de que, ao permitir a diferenciação de preços, ela estimule a queda do valor médio cobrado pelos produtos, de forma a evitar que consumidores que não usam o cartão como forma de pagamento paguem as taxas dos cartões, quando embutidas nos preços dos produtos.

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