Desde 2021, com o aumento da inflação em todo o mundo potencializada pelos efeitos da Covid-19 na economia, os Bancos Centrais dos países vêm utilizando o aumento nas taxas de juros como principal instrumento de controle ao aumento de preços generalizados.
Durante este período, a inflação acumulada de 12 meses chegou a patamares próximos de 12% no Brasil (IPCA) e de 7% nos Estados Unidos (recorde dos últimos 40 anos).
O aumento do IPCA interfere justamente na meta atuarial dos planos da CELOS. Isso porque a meta é composta por um índice de inflação, no caso o IPCA, mais uma taxa de juros contratada:
- No Plano Misto a taxa de juros é 4,83% ao ano;
- No Plano Transitório é 4,82% ao ano.
Portanto, um IPCA maior resulta em uma meta atuarial maior, e vice-versa. Se em 2021 a meta atuarial fechou o ano com expressivos 16%, reflexo de alta 11% de IPCA no período, em 2022 a instabilidade econômica gerada pelo crescimento da inflação e pelo aumento das taxas de juros impactou o resultado dos investimentos.
Porém, este cenário vem dando sinais de estar próximo de uma mudança, principalmente no Brasil. No mês de junho, por exemplo, tivemos deflação (inflação negativa) de 0,08% e o acumulado de 12 meses registra 3,2% de alta (dentro da meta do Banco Central).
Se esta mudança de cenário se consolidar, o reflexo no atingimento das metas atuarias deve ser positivo (o que já vem ocorrendo nos últimos meses). Para o acumulado do ano, o Plano Misto mantém o desafio do impacto do descasamento entre o IGP-M e o IPCA em parte de seu patrimônio, enquanto o Plano Transitório já apresenta rentabilidade superior à meta.
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