O presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmaram nesta 2ª feira (12) que a reforma da Previdência deve ficar para 2019. Bolsonaro disse, em entrevista à imprensa no Rio de Janeiro, que não pretende seguir adiante com o projeto proposto pelo presidente Michel Temer (MDB).

 

“Reforma da Previdência não pode ser apenas olhando número, tem que olhar o social também. O teu trabalho, o meu, é diferente de alguém que mexe com a construção civil, por exemplo. É complicado, mas você tem que ter coração também nesta reforma, não é apenas números”, disse Bolsonaro.

 

 

O presidente eleito criticou, ainda, a existência de aposentadorias acima do teto constitucional, no setor público, que fixa como limite o salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). “[Há] aposentadorias que estão aí até acima do teto, excessos de privilégios”, disse. “Tem que começar com a Previdência pública.”

 

 

Em Brasília, Lorenzoni fez a mesma análise.  “O que ouvi da consulta feita a dezenas de parlamentares é que o cenário não é favorável para qualquer tipo de questão relativa à Previdência, num cenário e no modelo que está lá, de emenda constitucional”, afirmou.

 

Lorenzoni mostrou-se cético mesmo sobre propostas infraconstitucionais, ou seja, por meio de projetos de lei, que não demandam mudanças na Constituição e exigem menos votos para aprovação.

 

Nesta 2ª feira, o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM) levou uma série de propostas que poderiam ser votadas em 2018 sem a necessidade de se suspender a intervenção no Rio de Janeiro. “Estão sendo condensadas e serão apresentadas amanhã (3ª feira) ao futuro presidente para darmos 1 destino, se vão ser trabalhadas agora ou ficarão para o ano que vem. A tendência é que fique para o ano que vem”, afirmou.

 

Lorenzoni citou a renovação do Congresso, disse ser necessário “ter a humildade de entender o momento” e defendeu que seja feita uma “proposta duradoura e feita com calma“. O futuro ministro já defendeu outras vezes que a reforma da Previdência, considerada a mais importante para ajuste fiscal, fique para 2019.

(Poder 360º)

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