O atual foco da carteira de investimentos da CELOS está nos Fundos de Investimentos Abertos, conforme exposto nas últimas edições, porém, a parcela com maior representatividade permanece em Títulos Públicos Federais. No Plano Misto, por exemplo, supera 50% da carteira.
A maior parte dos títulos públicos da carteira da CELOS são os chamados NTN-B, que remuneram a uma taxa fixa mais a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O restante dos títulos da carteira são os NTN-C, que remuneram a uma taxa fixa mais a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado). A definição para qual título comprar ou vender considera a projeção das obrigações dos Planos e é realizada através de estudos técnicos.
Quanto à rentabilidade, pode variar dependendo se o título está marcado na curva ou a mercado. Basicamente, os títulos marcados na curva consideram que o resgate será feito somente na data do vencimento, assim, a legislação permite manter estática a taxa de juros preestabelecida no momento da compra do título. O resultado é um investimento com uma maior previsibilidade e menor oscilação, cabendo apenas a oscilação da inflação, porém, o Plano possui limite para essa estratégia. Por outro lado, os títulos marcados a mercado refletem o preço atual do título, ou seja, o valor de mercado do dia, semelhante a uma ação de renda variável. É como ocorre no Tesouro Direto. Por consequência, se tiverem mais investidores vendendo do que comprando, a rentabilidade desse título será prejudicada, o que chamamos de “abertura na taxa de juros”. O inverso também é verdadeiro, se houver mais investidores comprando do que vendendo, a rentabilidade desse título aumentará, o que chamamos de “fechamento na taxa de juros”. Essas flutuações impactam na rentabilidade dos títulos da carteira.
Todo o processo de compra e venda de títulos públicos é documentado, com a utilização de sistemas que permitem maior transparência e melhores resultados, além de checados pelo Compliance. Atualmente na carteira do Plano Misto 83% dos títulos são marcados na curva e 17% são marcados a mercado. A taxa média dos títulos marcados na curva é de 6,43% ao ano mais a inflação do período, ou seja, superior à meta atuarial.
