Em diversos países, assim como no Brasil, o mercado de saúde suplementar vem sofrendo, cada vez mais o impacto do aumento nos custos, o que faz subir os preços e encarecer o acesso à assistência privada. Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar – IESS, O índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares, principal indicador utilizado pelo mercado de saúde suplementar como referência sobre o comportamento de custos, registrou alta de 16,9% nos 12 meses encerrados em março de 2018. A título de comparação, a inflação geral do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 2,7%, neste mesmo período.
Desde os anos 80, os custos de atenção à saúde vêm aumentando sensivelmente. Isto é reflexo principalmente do envelhecimento populacional e da incorporação de novas tecnologias médicas. Há outros fatores que interferem na elevação deste custo. Em 2017, quase R$ 28 bilhões dos gastos das operadoras de planos de saúde do País foram com contas hospitalares e exames indevidos
Prevenção
Em razão da elevação seguida dos custos com a saúde, de modo geral, a operadoras têm se movimentado em direção à gestão e redução de custos, muitas vezes com foco na busca de novos produtos, ou mesmo, redesenho da política de preços e de acesso ao benefício saúde e promovendo investimentos em ações de conscientização e estímulo à prevenção.
Segundo especialistas, grande parte das doenças podem ser controladas com medidas preventivas e hábitos de vida mais saudáveis. Atualmente, a definição de saúde não é a ausência de doença, mas o bem-estar físico, emocional e social. Por isso, a melhor e maior ferramenta para obter resultados eficazes será a promoção e a prevenção da saúde. Capacitando as pessoas para o autocuidado, o seu bem maior – que é a vida – estará sendo resguardado.
