Em continuidade ao processo de diversificação da carteira de investimentos e como reflexo da redução nas taxas de juros, a CELOS analisa aplicação em Fundos Imobiliários (FIIs) negociados na bolsa de valores (B3). Esses fundos são geridos por gestores especializados, com o objetivo de aplicar recursos seja no desenvolvimento de empreendimentos ou em imóveis já prontos, como edifícios comerciais, centros de logística e shopping centers. O objetivo é conseguir retorno pela exploração de locação, arrendamento, venda e demais atividades do setor. A maioria dos FIIs remunera mensalmente com os dividendos da receita com os imóveis de sua carteira.
A principal vantagem é a liquidez, já que as cotas são negociadas em Bolsa, que facilita no caso de o investidor desejar o desinvestimento, bem como possui maior transparência de precificação e prestação de contas. A resolução CMN 4.661/2018 veda às Fundações adquirir novos terrenos e imóveis e dá prazo de até 12 anos, a contar da entrada em vigor da resolução, para as entidades alienarem ou constituírem Fundos Imobiliários para abrigar o estoque de imóveis da carteira própria. A mesma resolução permite a alocação de até 20% da carteira de cada plano em cotas de Fundos Imobiliários.
Sendo assim, a CELOS vem trabalhando para alienar todos os imóveis – hoje possui participação em quatro – e iniciar a alocação em FIIs, já que considera este um segmento importante e mais atrativo pelo seu ganho de escala, diversificação de ativos e geográfica, renda recorrente e gestão especializada. Com o direcionamento do estudo de ALM e a Política de Investimentos 2020 apontando para uma alocação de 0,6% da carteira em FIIs, a CELOS analisa iniciar alocação gradativamente, e já está no processo de seleção para decidir quais os FIIs que são mais aderentes ao perfil e objetivos da entidade.
