Anualmente, no mês de maio, acontece o reajuste na contribuição mensal do Plano Celos Saúde, conforme o Artigo 59 do seu Regulamento registrado na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Neste ano, o percentual foi de 11,34%, para vigência de 1/5/2020 a 30/4/2021. A medida é necessária para garantir a viabilidade da operação, por meio do equilíbrio financeiro entre recursos arrecadados e despesas.
O percentual foi calculado por meio de estudo atuarial realizado pela Rodarte Nogueira Consultoria e Estatística, que avaliou as despesas do plano no período de janeiro/2018 a dez/2019. A atuária Tatiana Xavier Gouvêa, que conduziu o estudo, explica que dois fatores foram determinantes para a definição do índice: o perfil dos usuários do plano, em função da idade (que implicou no aumento do valor médio dos procedimentos utilizados pelos beneficiários, em função da necessidade de realização de procedimentos de alta complexidade) e a variação cambial (valorização do dólar) no período. Ainda, foram consideradas outras premissas importantes, como o ajuste contábil, impacto do Novo Rol de Procedimentos (Impacto COVID-19) e negociação da tabela de preços com os prestadores de serviços.
Dessa forma, mesmo a CELOS mantendo sua despesa administrativa sem nenhuma alteração, nem mesmo inflacionária, o aumento nos custos médios dos procedimentos médico-hospitalares e odontológicos implicou na necessidade de aplicação de um reajuste nos valores vigentes de mensalidade.
ENVELHECIMENTO
Ao comparar a distribuição etária dos beneficiários do Plano Celos Saúde aos usuários de planos de assistência à saúde no Brasil, constatou-se que 61,5% têm 49 anos ou mais, enquanto que, em nível nacional, esse índice é de 26,1%. Ainda, apenas 20,5% dos beneficiários do Celos Saúde têm até 28 anos, contra 38% nos planos em âmbito nacional. “Quando comparado ao universo das autogestões, observa-se que o perfil etário dos beneficiários do Plano Celos Saúde, também é mais envelhecido, apresentando uma concentração de 61,5% dos beneficiários nas idades iguais ou superiores a 49 anos, contra apenas 40,1% dos beneficiários das entidades congêneres”, destaca a atuária Tatiana.
NECESSIDADE DE RECEITA ESTIMADA PARA OS PRÓXIMOS 12 MESES
Ao comparar os custos estimados nas avaliações atuariais referentes aos anos de 2018 e 2019, observou-se um crescimento de 12,88% desses custos. A consultora destaca que, apesar de a taxa média de internação ter reduzido, de 19,85% em 2018 para 18,87% em 2019, o valor médio das internações aumentou 11,75%. Já a taxa média de realização de terapias complexas (quimioterapia, radioterapia, hemodiálise, diálise) passou de 16,9% em 2018 para 17,7% em 2019, com valor médio do procedimento subindo 20,4%. “Parte desse aumento pode ser explicado pela variação cambial, tendo em vista que grande parte dos remédios quimioterápicos ou a sua matéria prima são adquirida fora do país”, explica Tatiana. Com relação à cobertura odontológica, os custos tiveram aumento de 19.04% no período.
ESTIMATIVA DE DÉFICIT
Diante desses levantamentos e considerando o plano de custeio vigente até abril/2020, o estudo atuarial estimou déficit de 11,34% nas receitas atuais para o Plano Celos Saúde. Isso porque a receita média mensal foi calculada em R$ 10.093.065,40 e a necessidade de receita indicada nos estudos atuariais é de R$ 11.237.351,41.
NOVA TABELA
A tabela de reajuste por faixa etária está disponível no site www.celos.com.br > menu Saúde > Celos Saúde > Informações sobre o Plano > Tabela de Contribuição Mensal.

Obs.:
* Na tabela de contribuição acima citada já está aplicado o reajuste de 11,34%. Tabela parte participante.
** O reajuste aplicado é sobre a contribuição individual do beneficiário, não abatida a parcela de equalização.
