Celebrado desde o início do século 20, o Dia Internacional da Mulher foi oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975.

Foram as mulheres que trabalhavam nas fábricas nos Estados Unidos e em alguns países da Europa que começaram uma campanha dentro do movimento socialista para reivindicar seus direitos – as condições de trabalho delas eram ainda piores do que as dos homens à época.

De lá para cá muitas coisas mudaram, mas uma continua igual: a força das mulheres. De diferentes idades, que buscam por seus direitos, por liberdade de expressão, por igualdade no mercado de trabalho, nos esportes e outros meios sociais.

Se antes as mulheres não eram permitidas nas universidades, hoje elas estão presentes em qualquer curso universitário. Pesquisas recentes comprovam que cresce exponencialmente o número de mulheres em postos diretivos nas empresas. Curiosamente, essa ascensão se dá em vários países, de maneira semelhante. Além disso, segundo alguns analistas, esse processo tem origem na falência dos modelos masculinos de processo civilizatório.

As mulheres se qualificam cada vez mais para mover as barreiras que surgem no caminho. Estão sempre em busca de objetivos cada vez mais “ousados” e presentes em qualquer lugar. A professora e dora da Unicamp, de Campinas, Helena Altmann, lembra que na legislação brasileira, no período da ditadura militar, esportes como o jiu-jitsu já foram proibidos para mulheres.

Entretanto, a história da legislação brasileira é só um indicativo da pouca quantidade de mulheres com acesso a atividades físicas e esportivas no Brasil. Vários recortes foram feitos nas s da Organização das Nações Unidas (ONU) para mapear a prática de esporte no país. Entre eles a renda – quanto menor o recurso financeiro, maior a diferença de participação esportiva por gênero.

A cultura de não incentivar as mulheres aos esportes, principalmente coletivos, pode ser explicada inclusive pelo pouco acesso ao lazer devido às tarefas domésticas, que ocupam em média 20,5 horas semanais das mulheres, enquanto os homens gastam 10 horas por semana nas atividades de casa. A falta de segurança, o preconceito, a falta de incentivo nas escolas, todos esses são fatores influenciam no acesso das mulheres ao esporte. Entretanto, várias mulheres têm enfrentado essas dificuldades e se destacado nesse meio.

Muitos passos já foram dados em relação aos direitos e espaço das mulheres na sociedade, por isso dia 8 de março deve ser de comemoração. Seja em empresas, nos esportes ou em casa! Lugar de mulher é onde ela quiser!

 

 Fabiola Guzzo – CRP 12/12558

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